terça-feira, setembro 13, 2011

O Futuro Presente

 Em 1910 o artista francês Villemard fez uma série de ilustrações, numa tentativa de prever como seria o futuro no ano 2000. Esteve lá perto...




















sexta-feira, setembro 09, 2011
terça-feira, agosto 16, 2011

O Argumento Indutivo Por Analogia

"(...) Outro problema dos argumentos por analogia é que é possível obter analogias completamente diferentes a partir de diferentes pontos de vista.

 Três estudantes de engenharia estão a debater que tipo de Deus terá concebido o corpo humano. Diz o primeiro:
 - Deus deve ser um engenheiro mecânico. Reparem em todas as articulações.
 - Eu acho que Deus deve ser um engenheiro electrotécnico. O sistema nervoso tem milhares de ligações eléctricas - defende o segundo.
 - Na verdade, Deus é um engenheiro civil. Quem mais passaria um tubo de desperdícios tóxicos através de uma área recreativa? - diz o terceiro.


 . Em última análise, os argumentos por analogia não são muito satisfatórios. Não proporcionam o tipo de certeza que gostaríamos de ter quando estão em causa crenças básicas como a existência de Deus. Não há nada pior do que a má analogia de um filósofo excepto, talvez, a de um aluno do secundário. Testemunho disso é o concurso «As Piores Analogias Jamais Escritas num Trabalho de Ensino Secundário» patrocinado pelo Washington Post:
 - «Há muito separados por um destino cruel, os apaixonados predestinados à infelicidade correram um para o outro pelo campo coberto de erva como dois comboios de mercadorias, um deles partindo de Cleveland às 18h36m, à velocidade de 88 km/h e o outro de Topeka às 19h47m, a uma velocidade de 56km/h.»
 - «John e Mary não se conheciam. Eram como dois colibris que também não se conheciam.»
 - «O barquinho deslizou suavemente pelo lago exactamente como uma bola de bowling não deslizaria.»
 - « Ouviu-se um uivo fantasmagórico vindo do sótão. A situação era arrepiante e surrealista e o Jeopardy dá às 19 horas e não às 19h30m.» "

 in "Platão e um Ornitorrinco entram num bar" por Thomas Cathcart & Daniel Klein
 aconselho vivamente o livro. Uma forma humorística como nunca li de abordar diversos assuntos filosóficos.
 E ainda o segundo livro do género dos autores, citado anteriormente.
terça-feira, agosto 09, 2011

L'étranger - 1942



The Cure - Killing an Arab


Por mero acaso, hoje ouvi a música (até então desconhecida para mim) Killing an Arab dos The Cure, e depressa a associei ao mais famoso romance de Albert Camus...


L'étranger (O Estrangeiro) é um romance que reflecte o absurdo da existência, segundo a perspectiva de Camus.
Na Argélia, o protagonista Meursault é um homem imune ao remorso e ao sentimento. Tem algo como "amizade" com o vizinho proxeneta, uma vez que o ajuda a ver-se livre de uma das suas amantes árabes. Contudo, tempo mais tarde envolvem-se em lutas com o irmão da tal mulher junto ao mar e, mais tarde, ao voltar à praia, Meursault reencontra o árabe e, inebriado por um delírio de calor, mata-o. Segue-se o julgamento de Meursault, condicionado pela sua atitude de indeferença...


A obra de Albert Camus (1913 - 1960), nobel de Literatura, tem imponente cariz filosófico, especialmente o Absurdo. Aconselha-se.
quinta-feira, agosto 04, 2011

Engenharias

Nagasáqui em 1945, depois da bomba atómica.




Nagasáqui em 2011, depois do terramoto.



 De que raio é feito o arco?!
terça-feira, julho 26, 2011

Sobre Efeito

Aqui ficam 9 desenhos feitos por um artista durante um estudo norte-americano nos finais dos anos 50 sobre o efeito de drogas, neste caso o famoso LSD. O tema do desenho era o médico que estava a realizar o estudo.

Primeiro desenho, 20 minutos após a primeira dose:
Artista-"Aparentemente normal. Nenhum efeito notório da droga"

 Segundo desenho, 85 minutos depois da primeira dose e 20 minutos depois da segunda, o artista parece eufórico:
 "Eu consigo ver-te claramente, tão claramente. Isto...tu...é tudo... Estou a ter alguns problemas a controlar este lápis. Parece que quer continuar."

Terceiro desenho, 2 horas e 30 minutos depois da primeira dose, o paciente parece bastante empenhado no desenho:
"Os contornos parecem normais, mas mais vivos - está tudo a mudar de cor. A minha mão tem de seguir os traços das linhas. Eu sinto como se a minha consciência estivesse situada na parte do meu corpo que está activa - minha mão, meu cotovelo...minha língua"

Quarto desenho 2 horas e 32 minutos depois da primeira dose, o paciente parece estar dominado pelo bloco de papel:
 "Estou a tentar outro desenho. Os conornos do modelo são normais, mas os que estou a desenhar não estão. O traço da minha mão também está a ficar esquisito. Não é lá grande desenho, pois não? Desisto - Vou tentar de novo"

Quinto desenho, 2 horas 35 minutos depois da primeira dose, o paciente começa rapidamente a fazer outro desenho:
"Vou fazer o desenho de uma vez...sem parar...uma linha, sem quebras!"

Após terminar o paciente começa a rir-se, depois assusta-se com qualquer coisa no chão.

 Sexto desenho, 2 horas 45 minutos depois da primeira dose, o paciente torna-se agitado - responde lentamente à sugestão de que talvez pudesse gostar de desenhar mais alguma coisa. Torna-se bastante "não verbal":
 "Eu estou... tudo está... mudado... eles estão a chamar... tua cara... entrelaçados... quem é..."
  O paciente murmura coisas inaudíveis soa como "Obrigado pela memória"

Sétimo desenho, 4 horas 25 minutos depois da primeira dose, o paciente deita-se durante duas horas, o seu retorno para os desenhos é deliberado, mudando de lápis para caneta e aguarelas:
"Este vai ser o melhor desenho, como o primeiro, mas melhor. Se eu não for cuidadoso vou perder o controlo dos movimentos, mas não vou, porque eu sei. Eu sei" Esta última frase é repetida várias vezes.

 O paciente faz os últimos riscos enquanto corre pela sala.

Oitavo desenho, 5 horas e 45 minutos depois da primeira dose, o paciente continua a mover-se pela sala, parece estar a ficar mais lúcido:
"Eu consigo sentir os joelho de novo, acho que está a acalmar. Este desenho é bastante bom - este lápis é um pouco difícil de segurar" - Está a segurar um lápis de carvão.

Nono desenho, 8 horas após a primeira dose, o paciente senta-se. Diz que já está quase sóbrio, exepto os rostos que parece continuarem um pouco distorcidos. Pede-se um último desenho, ao qual ele concede sem grande entusiasmo:
"Não tenho nada a dizer sobre este último desenho, é mau e desinteressante, quero ir para casa agora."