Em 1910 o artista francês Villemard fez uma série de ilustrações, numa tentativa de prever como seria o futuro no ano 2000. Esteve lá perto...










terça-feira, setembro 13, 2011
sexta-feira, setembro 09, 2011
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Legendary Tiger Man,
Música,
Paulo Furtado,
Rita Redshoes
terça-feira, agosto 16, 2011
O Argumento Indutivo Por Analogia
"(...) Outro problema dos argumentos por analogia é que é possível obter analogias completamente diferentes a partir de diferentes pontos de vista.
Três estudantes de engenharia estão a debater que tipo de Deus terá concebido o corpo humano. Diz o primeiro:
- Deus deve ser um engenheiro mecânico. Reparem em todas as articulações.
- Eu acho que Deus deve ser um engenheiro electrotécnico. O sistema nervoso tem milhares de ligações eléctricas - defende o segundo.
- Na verdade, Deus é um engenheiro civil. Quem mais passaria um tubo de desperdícios tóxicos através de uma área recreativa? - diz o terceiro.
. Em última análise, os argumentos por analogia não são muito satisfatórios. Não proporcionam o tipo de certeza que gostaríamos de ter quando estão em causa crenças básicas como a existência de Deus. Não há nada pior do que a má analogia de um filósofo excepto, talvez, a de um aluno do secundário. Testemunho disso é o concurso «As Piores Analogias Jamais Escritas num Trabalho de Ensino Secundário» patrocinado pelo Washington Post:
- «Há muito separados por um destino cruel, os apaixonados predestinados à infelicidade correram um para o outro pelo campo coberto de erva como dois comboios de mercadorias, um deles partindo de Cleveland às 18h36m, à velocidade de 88 km/h e o outro de Topeka às 19h47m, a uma velocidade de 56km/h.»
- «John e Mary não se conheciam. Eram como dois colibris que também não se conheciam.»
- «O barquinho deslizou suavemente pelo lago exactamente como uma bola de bowling não deslizaria.»
- « Ouviu-se um uivo fantasmagórico vindo do sótão. A situação era arrepiante e surrealista e o Jeopardy dá às 19 horas e não às 19h30m.» "
in "Platão e um Ornitorrinco entram num bar" por Thomas Cathcart & Daniel Klein
aconselho vivamente o livro. Uma forma humorística como nunca li de abordar diversos assuntos filosóficos.
E ainda o segundo livro do género dos autores, citado anteriormente.
Três estudantes de engenharia estão a debater que tipo de Deus terá concebido o corpo humano. Diz o primeiro:
- Deus deve ser um engenheiro mecânico. Reparem em todas as articulações.
- Eu acho que Deus deve ser um engenheiro electrotécnico. O sistema nervoso tem milhares de ligações eléctricas - defende o segundo.
- Na verdade, Deus é um engenheiro civil. Quem mais passaria um tubo de desperdícios tóxicos através de uma área recreativa? - diz o terceiro.
. Em última análise, os argumentos por analogia não são muito satisfatórios. Não proporcionam o tipo de certeza que gostaríamos de ter quando estão em causa crenças básicas como a existência de Deus. Não há nada pior do que a má analogia de um filósofo excepto, talvez, a de um aluno do secundário. Testemunho disso é o concurso «As Piores Analogias Jamais Escritas num Trabalho de Ensino Secundário» patrocinado pelo Washington Post:
- «Há muito separados por um destino cruel, os apaixonados predestinados à infelicidade correram um para o outro pelo campo coberto de erva como dois comboios de mercadorias, um deles partindo de Cleveland às 18h36m, à velocidade de 88 km/h e o outro de Topeka às 19h47m, a uma velocidade de 56km/h.»
- «John e Mary não se conheciam. Eram como dois colibris que também não se conheciam.»
- «O barquinho deslizou suavemente pelo lago exactamente como uma bola de bowling não deslizaria.»
- « Ouviu-se um uivo fantasmagórico vindo do sótão. A situação era arrepiante e surrealista e o Jeopardy dá às 19 horas e não às 19h30m.» "
in "Platão e um Ornitorrinco entram num bar" por Thomas Cathcart & Daniel Klein
aconselho vivamente o livro. Uma forma humorística como nunca li de abordar diversos assuntos filosóficos.
E ainda o segundo livro do género dos autores, citado anteriormente.
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Platão e um Ornitorrinco entram num bar,
Thomas Cathcart
terça-feira, agosto 09, 2011
L'étranger - 1942
The Cure - Killing an Arab
Por mero acaso, hoje ouvi a música (até então desconhecida para mim) Killing an Arab dos The Cure, e depressa a associei ao mais famoso romance de Albert Camus...
L'étranger (O Estrangeiro) é um romance que reflecte o absurdo da existência, segundo a perspectiva de Camus.
Na Argélia, o protagonista Meursault é um homem imune ao remorso e ao sentimento. Tem algo como "amizade" com o vizinho proxeneta, uma vez que o ajuda a ver-se livre de uma das suas amantes árabes. Contudo, tempo mais tarde envolvem-se em lutas com o irmão da tal mulher junto ao mar e, mais tarde, ao voltar à praia, Meursault reencontra o árabe e, inebriado por um delírio de calor, mata-o. Segue-se o julgamento de Meursault, condicionado pela sua atitude de indeferença...
A obra de Albert Camus (1913 - 1960), nobel de Literatura, tem imponente cariz filosófico, especialmente o Absurdo. Aconselha-se.
Na Argélia, o protagonista Meursault é um homem imune ao remorso e ao sentimento. Tem algo como "amizade" com o vizinho proxeneta, uma vez que o ajuda a ver-se livre de uma das suas amantes árabes. Contudo, tempo mais tarde envolvem-se em lutas com o irmão da tal mulher junto ao mar e, mais tarde, ao voltar à praia, Meursault reencontra o árabe e, inebriado por um delírio de calor, mata-o. Segue-se o julgamento de Meursault, condicionado pela sua atitude de indeferença...
A obra de Albert Camus (1913 - 1960), nobel de Literatura, tem imponente cariz filosófico, especialmente o Absurdo. Aconselha-se.
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Literatura,
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The Cure
quinta-feira, agosto 04, 2011
Engenharias
Nagasáqui em 1945, depois da bomba atómica.

Nagasáqui em 2011, depois do terramoto.

De que raio é feito o arco?!
Nagasáqui em 2011, depois do terramoto.
De que raio é feito o arco?!
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Engenharia,
Fotografia,
Japão
terça-feira, julho 26, 2011
Sobre Efeito
Aqui ficam 9 desenhos feitos por um artista durante um estudo norte-americano nos finais dos anos 50 sobre o efeito de drogas, neste caso o famoso LSD. O tema do desenho era o médico que estava a realizar o estudo.
Primeiro desenho, 20 minutos após a primeira dose:
"Eu consigo ver-te claramente, tão claramente. Isto...tu...é tudo... Estou a ter alguns problemas a controlar este lápis. Parece que quer continuar."
"Os contornos parecem normais, mas mais vivos - está tudo a mudar de cor. A minha mão tem de seguir os traços das linhas. Eu sinto como se a minha consciência estivesse situada na parte do meu corpo que está activa - minha mão, meu cotovelo...minha língua"
Quarto desenho 2 horas e 32 minutos depois da primeira dose, o paciente parece estar dominado pelo bloco de papel:
"Estou a tentar outro desenho. Os conornos do modelo são normais, mas os que estou a desenhar não estão. O traço da minha mão também está a ficar esquisito. Não é lá grande desenho, pois não? Desisto - Vou tentar de novo"
Quinto desenho, 2 horas 35 minutos depois da primeira dose, o paciente começa rapidamente a fazer outro desenho:
"Vou fazer o desenho de uma vez...sem parar...uma linha, sem quebras!"
Após terminar o paciente começa a rir-se, depois assusta-se com qualquer coisa no chão.
Sexto desenho, 2 horas 45 minutos depois da primeira dose, o paciente torna-se agitado - responde lentamente à sugestão de que talvez pudesse gostar de desenhar mais alguma coisa. Torna-se bastante "não verbal":
"Eu estou... tudo está... mudado... eles estão a chamar... tua cara... entrelaçados... quem é..."
O paciente murmura coisas inaudíveis soa como "Obrigado pela memória"
Sétimo desenho, 4 horas 25 minutos depois da primeira dose, o paciente deita-se durante duas horas, o seu retorno para os desenhos é deliberado, mudando de lápis para caneta e aguarelas:
"Este vai ser o melhor desenho, como o primeiro, mas melhor. Se eu não for cuidadoso vou perder o controlo dos movimentos, mas não vou, porque eu sei. Eu sei" Esta última frase é repetida várias vezes.
O paciente faz os últimos riscos enquanto corre pela sala.
Oitavo desenho, 5 horas e 45 minutos depois da primeira dose, o paciente continua a mover-se pela sala, parece estar a ficar mais lúcido:
"Eu consigo sentir os joelho de novo, acho que está a acalmar. Este desenho é bastante bom - este lápis é um pouco difícil de segurar" - Está a segurar um lápis de carvão.
Nono desenho, 8 horas após a primeira dose, o paciente senta-se. Diz que já está quase sóbrio, exepto os rostos que parece continuarem um pouco distorcidos. Pede-se um último desenho, ao qual ele concede sem grande entusiasmo:
"Não tenho nada a dizer sobre este último desenho, é mau e desinteressante, quero ir para casa agora."
Primeiro desenho, 20 minutos após a primeira dose:
Segundo desenho, 85 minutos depois da primeira dose e 20 minutos depois da segunda, o artista parece eufórico:
Terceiro desenho, 2 horas e 30 minutos depois da primeira dose, o paciente parece bastante empenhado no desenho:
Quarto desenho 2 horas e 32 minutos depois da primeira dose, o paciente parece estar dominado pelo bloco de papel:
Quinto desenho, 2 horas 35 minutos depois da primeira dose, o paciente começa rapidamente a fazer outro desenho:
Após terminar o paciente começa a rir-se, depois assusta-se com qualquer coisa no chão.
Sexto desenho, 2 horas 45 minutos depois da primeira dose, o paciente torna-se agitado - responde lentamente à sugestão de que talvez pudesse gostar de desenhar mais alguma coisa. Torna-se bastante "não verbal":
O paciente murmura coisas inaudíveis soa como "Obrigado pela memória"
Sétimo desenho, 4 horas 25 minutos depois da primeira dose, o paciente deita-se durante duas horas, o seu retorno para os desenhos é deliberado, mudando de lápis para caneta e aguarelas:
O paciente faz os últimos riscos enquanto corre pela sala.
Oitavo desenho, 5 horas e 45 minutos depois da primeira dose, o paciente continua a mover-se pela sala, parece estar a ficar mais lúcido:
Nono desenho, 8 horas após a primeira dose, o paciente senta-se. Diz que já está quase sóbrio, exepto os rostos que parece continuarem um pouco distorcidos. Pede-se um último desenho, ao qual ele concede sem grande entusiasmo:
Ligações Electrónicas:
Desenho,
Estudo,
Experiências,
LSD,
Psicadélico,
Psicanálise
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